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DEPOIMENTOS DE ACUSADOS SÃO OUVIDOS NO SUL DO PARÁ

Segundo Arnaldo Jordy (PPS), relator da CPI, as evidências e as circunstâncias das denúncias comprometem os acusados ouvidos na cidade de Redenção. Participaram da audiência inúmeras autoridades da região, como o Juiz da Infância e da Juventude, Manoel Antônio, o delegado Paulo Benfico e Conselheiros Tutelares dos municípios de Xinguara, Floresta do Araguaia e Conceição do Araguaia.

Os integrantes da CPI da Assembléia Legislativa, que estão apurando abusos e violência sexual contra crianças e adolescentes, chegaram a Redenção, sul do Pará, no dia 17.06, e realizaram na quinta-feira, dia 18.06, uma audiência pública, nas dependências da Câmara Municipal, para em seguida ouvirem em depoimentos públicos quatro acusados de violência e abusos sexuais contra crianças e adolescentes.

O primeiro e o segundo depoimento se referem à denúncia de uma criança de 12 anos de abuso sexual cometido por Andrelino Inácio de Araújo (81) e Levy Alves de Oliveira (72).

Os aposentados negaram o fato. Inácio chamou a menina de mentirosa pela denúncia “de que teria tirado sua calcinha e deitado em cima dela”. Já Alves, que mora sozinho, admitiu que recebe em sua casa a visita, “de 10 a 15 crianças mês lhe pedindo ajuda financeira e outras coisas”, disse. “As evidências e as circunstâncias da denúncia os comprometem”, avaliou o deputado Arnaldo Jordy (PPS), relator.

 

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O morador do lixão e catador, Paulo Cezar Ferreira da Silva não admitiu ter estuprado sua própria filha de 11 anos, entretanto admitiu que dormisse na mesma cama com uma filha mais velha. Já o Cabo PM reformado, Henrique Gonçalves (49), não aceitou os termos da denúncia que teria violentado sexualmente sua enteada de 13 anos. E que ela teria inventado esta história para fugir de casa com o namorado.

 

Audiência Pública

 

A Câmara Municipal de Redenção recebeu pela manhã na abertura dos trabalhos da CPI, a presença de diversas autoridades públicas. O prefeito Wagner Fontes (PTB) apresentou o trabalho desenvolvido na área de proteção da criança e dos adolescentes e apoio que tem empreendido ao trabalho dos Conselheiros Tutelares.

Este trabalho foi, entretanto, criticado pelo presidente do Conselho Tutelar, Raytani Freitas, “devido à necessidade de um melhor aparelhamento do Conselho para o desenvolvimento das atividades de fiscalização e apuração de crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes”. Os Conselheiros cobram uma maior autonomia e um carro para a realização do trabalho.

Participaram ainda da audiência o Juiz da Infância e da Juventude, Manoel Antônio, o delegado Paulo Benfico, Conselheiros Tutelares dos municípios de Xinguara, Floresta do Araguaia e Conceição do Araguaia, e pelo presidente da Câmara de Redenção, vereador Alexandre Júnior (PP), que foi denunciado por uma mãe, de omissão de socorro e falta de assistência médica a sua filha, uma adolescente de 17 anos, que fraturou a coluna em acidente de carro quando se deslocava para outra localidade em trabalho pela banda que o vereador é proprietário.

Fonte: Imprensa ALEPA

 



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